Blog do Ademar Adams


20/10/2009


Bona vita para alguns, poluição para todos

Em razão do silêncio tumular das Ongs ambientais em Cuiabá, a Ong Moral, juntamente com Instituto de Defesa do Consumidor (IDC), passou a atuar contra algumas agressões ao meio ambiente na Capital.
Dois casos nos chamaram atenção pela gravidade das agressões e pelo descaso e até participação de órgãos públicos. Um, é o escândalo da construção da loja maçônica Grande Oriente de Mato Grosso, localizada na Av. do CPA em frente ao parque Massairo Okamura e o outro é o residencial "Bonavita", localizado na rotatória da avenida que vai do Shopping Pantanal ao Bairro Bela Vista.
No caso da loja maçônica, a denúncia envolve a destruição da vegetação nativa e aterro da cabeceiras do córrego do Barbado. As demais irregularidades vão desde a nebulosa doação pelo Estado de área do seu patrimônio para interesses privados (em local que só poderiam instalar-se entes públicos), até denúncias de desvio de materiais de construção civil da obra do Fórum de Cuiabá e destinação de verba do orçamento do Estado para a construção daquele templo maçom.
Este caso, além de denúncia no Conselho Nacional de Justiça, há uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado. Mas, a sociedade precisa ficar vigilante, tudo pode ficar parado nos escaninhos da tolerância devido a interferência de algumas autoridades judiciárias, "irmãos" de loja, pois os denunciados são "gente grande".
Já a construção do residencial Bonavita, é uma história complicada. A começar pela área onde se está instalando o empreendimento. Isso porque o parque Massairo Okamura tem a mesma localização da Reserva Ecológica do CPA (Lei nº2.683/89), que vai da Av. do CPA, entra na Av. Juliano da Costa Marques (Receita Federal), contorna o bairro Morada do Ouro até o bairro Morada da Serra, na Rua Alenquer. Tendo este perímetro são áreas de preservação permanente (APPs). Ou seja, intocáveis.
Ocorre que, por irresponsabilidade de administradores públicos estaduais, por conveniência política, permitiram, dentro desta mata de reserva ambiental a construção da Associação dos Municípios, de um grande templo, da sede estadual do Ministério da Fazenda, de uma associação de servidores, do campus Bela Vista da CEFET e do recreativo SESIPARK.
De repente, dentro desta reserva ambiental, começaram a subir espigões. É uma área supervalorizada devido à proximidade com o Shopping Pantanal. Aí surgem denúncias de que aquela área teria sido "privatizada" de forma ilegal e que sendo de preservação permanente não poderia ser tocada, gerando inclusive uma Ação Popular que poderá atingir a todos os compradores dos imóveis.
Então, na questão do Bonavita, que destruiu a APP e o leito natural de um córrego afluente do Barbado, a prefeitura conseguiu paralisar a obra, mas um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, recolocou a obra em andamento. Ignoraram que além de baixar a umidade relativa do ar, este tipo de obra suja a via pública, o que pode provocar acidentes de carro, comprovando a necessidade de estudo de impacto de vizinhança (RIU-Lei Complementar nº044/97, e EIV/RIV Lei Complementar nº 150/07).
O IDC e a Ong MORAL contestaram o TAC e o processo subiu para o Conselho Superior do Ministério Público.
Fui assistir ao julgamento. O Conselho, naquele momento composto por cerca de sete ou oito procuradores e uma procuradora, fez ouvidos de mercador ao apelo das entidades sociais. Parece que entendem que o interesse de poucos e de uma empresa capitalista, tem mais valor que a saúde de todos nós cuiabanos.
Nada contra os procuradores. A maioria eu conheço. Sei que são pessoas de bem e que pensam estar agindo em nome do progresso. O problema é que este Conselho mostrou ter pouca sensibilidade social. São todos da elite, vencedores, com salários acima de 20 mil reais, quem sabe sonhando em comprar uma unidade no novo empreendimento. É um local privilegiado, a família destes pequenos burgueses vai adorar.
Mas e a sociedade em geral? A maioria dos que ganham menos de três salários mínimos e superlotam pronto socorros por doenças provocadas pela baixa umidade do ar, pois não podem comprar inaladores para as crianças e os idosos, nem os famosos umidificadores de ar que estão nos gabinetes das autoridades.
Essa gente que não pode morar no Bonavita e nem tem ar condicionado em casa. Esses que nas noites horríveis de calor e pernilongos, abanam o sono suado de filhos doentes e de velhos sofridos que vivem à margem dos bens da sociedade de consumo.
O que dirá para eles o Dr. Paulo Prado, quando for para os arrabaldes pedir votos para o Senado?

Escrito por Ademar Adams às 22h16
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18/10/2009


MT NÃO MERECE A COPA DO MUNDO

Jornalista Ademar Adams lamenta, mas avalia que MT não merece a Copa do Mundo.

     Tenho pra mim que não vamos ter Copa do Mundo em Cuiabá e a culpa é dos nossos dirigentes em geral, que não tem competência e nem moral para reivindicar para o nosso povo esse grande evento.

     Seria ótimo para Cuiabá ser sede deste acontecimento esportivo, pois, os investimentos que viriam poderiam compensar a incompetência governamental que vem ocorrendo há décadas.

     Mas, como poderemos ser sede de um campeonato mundial de futebol, se temos no comando da Federação local um presidente ultrapassado, fracassado que destruiu o nosso futebol?

     E que vergonha para nós ter como chefe da comissão que luta pela Copa, um Secretário que usou tráfico de influência contra sua ex-doméstica, que foi ameaçada e presa por cobrar salário atrasado. O processo está na Justiça do Trabalho e é uma vergonha para o governo do Estado. Vamos esconder isso dos visitantes? Porque Blairo ainda não demitiu esse sujeito?

     Como poderemos ser sede da Copa ser temos um trânsito caótico, onde faltam investimentos e as obras inacabadas estão por todo lado? A avenida dos Trabalhadores mudou de nome para Dante de Oliveira, sem ter sido concluída em mais de 20 anos. Idem a decantada avenida das torres que já esta ficando velha sem ser concluída. O viaduto do Coxipó é incompleto até hoje e a segunda ponte no rio Coxipó está na promessa.
 
     Como poderemos ter segurança durante uma eventual Copa, numa cidade onde se seqüestros, assassinatos e violência policial se tornaram uma rotina macabra?  O governador tem como Secretário de Segurança um policial federal que até agora não disse o que veio fazer. Além do mais, Blairo coloca um militar na Casa Cívil e ainda promove, ele e muitos outros oficiais militares, contra lei e tendo como único critério o favorecimento de assessores, a ponto da entidade que congrega militares se revoltar e a justiça anular o ato.

     Qual a garantia de saúde para os visitantes, se temos crianças e adultos morrendo de dengue e até mesmo a classe média começa a ter dificuldade para conseguir leitos e UTI nos hospitais?

     Será que teríamos coragem de mostrar o CPA aos estrangeiros, com os palácios da Justiça, do Ministério Público e do Tribunal de Contas, tão próximos ao tétrico Hospital Central em ruínas sem ser concluído?

     Como vamos levarar pessoas para fazer turismo, se em Chapada dos Guimarães os locais públicos vivem interditados e muitas outras belezas naturais estão fechadas para o povo, dando lucro a interesses privados? Se a justiça é leniente, o governo que tome o pulso e desapropie este locais. O interesse público deve estar acima do particular.

     Como poderemos ter uma Copa do Mundo num Estado governado por alguém tão conivente com a corrupção e com os desmandos? Maggi protege e defende Riva, um político com mais de cem processos por improbidade nas costas.

     Aliás, o Riva que gosta de intrometer-se me tudo, certamente iria recepcionar as delegações e fazer discurso. Além de entrar (pelas mãos do Melatti) na cabine da Globo para ser comentarista das partidas da Copa do Mundo. Duvidam? Então paguem pra ver.

     Tudo isso, a gente lamenta, mas conclui que não temos grau para ter a Copa do Mundo aqui. Somos uma província com métodos arcaicos e com uma gama de impunidades e de vergonhas típicas da idade da pedra.

 

Escrito por Ademar Adams às 11h14
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Alguns pitacos necessários

 


Sala de imprensa

Está nos jornais a inauguração da sala de imprensa com o nome do vivíssimo Dirceu Carlino.
Chamo atenção do promotor Célio Fúrio para mais esta ilegalidade patrocinada por José Riva na Assembléia, que ele propaga ser “casa cidadã” e eu redefino como “casa cidadã estuprada”.
Aliás, vejamos o que diz o Baixinho: “Dirceu Carlino, para mim, é a grande representação de que é possível fazer jornalismo com ética e competência”.
Será que Carlino, mesmo recebendo uma aposentadoria de marajá (cerca de 20 mil por mês), tem o mesmo conceito de ética que Zé Riva?

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Ninho suspeito

A absolvição de Chica Nunes pelos tucanos vem comprovar que tem muita gente de rabo preso no PSDB. Parece que os tucanos  não têm só o bico grande ...

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Fazer Justiça

Outro dia escrevi que o processo criminal contra a Chica Nunes dormia nas gavetas do desembargador Bitar no Tribunal. Por questão de justiça devo dizer que a minha informação não foi muito exata.
Ocorre que o processo tem mais de uma dezena de réus e que para citar todos, seguindo os trâmites legais, é uma novela.
Logo, não é culpa do desembargador Bitar e sim do nosso arcaico sistema legal, sempre propenso a facilitar a vida dos criminosos.

Escrito por Ademar Adams às 11h11
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O proctologista e o corrupto



Fui convidado para um show-baile no Cenarium Rural, onde iríamos dançar rasqueado cuiabano ao som do trio Pescuma, Henrique e Claudinho. Mas qual! Chegando ao local notei que a festa era uma armadilha.

Começou com um chapeludo do tipo breganejo, metido a animador de ambiente, estilo show da Xuxa, urrando no microfone, coisa de rebentar os tímpanos da gente.

Decidimos ir embora, procurar uma diversão mais ao nosso gosto. Já estávamos na porta quando ouvi o chapeludo anunciar “uma grande figura”. Pasmem! Era o deputado mais processado do Brasil, o baixinho José Riva. Já saindo, ainda gritei: “Fora corrupto!” E fui embora.

O que ele estava fazendo lá? Quem deve responder isso é o Sr. Onofre Cesário de Souza, presidente OCB/MT, pois o evento era patrocinado pela Organização das Cooperativas Brasileiras.

Acabei me lembrando que, no ano passado, o Sr. Onofre promoveu uma alteração casuística no Estatuto da entidade, para permitir uma re-eleição dele próprio. Só agora constato que deve ter sido o Baixinho quem orientou-o no caminho de também perpetuar-se no poder.

Ano passado aceitei a retirada da nossa cooperativa do sistema Sicoob, por não concordar com a proximidade da cúpula com aquele escândalo do Sicoob Pantanal/Cooperativa da Maçonaria/TJ et Riva. Será que devo defender o afastamento também da OCB/MT? É que não vejo como compatibilizar cooperativismo com corrupção.

O lado bom do caso é que acabamos lá no “Chorinho”, onde dançamos samba e bolero do jeito saudável de antigamente...

Homenagem perene

Nem sei por que a Assembléia Legislativa promove uma homenagem ao radialista Dirceu Carlino. É que faz anos que ele é homenageado todos os meses pelo legislativo com uma aposentadoria de cerca de 20 mil reais, sendo hoje o seu maior marajá.

Escrito por Ademar Adams às 11h09
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Apontamentos sobre a condenação do Riva

 

Em julho de 1989, o deputado condenado José Riva participou do 1º vestibular de Direito da Unic. Entre cerca de 1200 candidatos às 80 vagas, sua classificação foi setecentos e carquerada.


Quinze anos depois, quando o vestibular virou uma baba, o Baixinho acabou se formando e deve fazer o exame da Ordem. Mas não aprendeu nada na Faculdade.


Só para lembrar, tempos atrás ele foi afastado da Presidência, liminarmente, no curso de um destes numerosos processos. Saiu dizendo que a decisão era injusta “porque não tinha ocorrido a instrução do processo”. Liminar depende de instrução?


Agora, com uma sentença de mérito ele volta a espernear na imprensa contra a decisão:
- Diz que não teve direito a ampla defesa: Ora, quem quer se defender não fica fugindo de citação e usando tudo quanto é chicana para retardar o andamento do feito.
- Diz que o juiz “é irado e se juntou com promotores”: Ora isto é uma ofensa ao Poder Judiciário. O juiz julgou com as provas dos autos e não são poucas. Estão todas na sentença.
- Ataca o promotor que acompanhou o cumprimento da ordem judicial de citação: Quem não sabe quantas vezes ele se furtou de citações, até ameaçando os oficiais? O promotor é fiscal da lei e do seu cumprimento. Fez muito bem o Dr. Célio Fúrio.
- Reclama que eram 18:30 h e ele estava numa cerimônia política: E daí?
- Afirma que a tal de “Gráfica Sereia” prestou o serviço: Mas se está provado que era empresa fantasma, que serviço teria prestado?
- Se desculpa dizendo que não pode acompanhar todos os atos nas licitações: Mas como? Ele assina cheques de 2,6 milhões e não sabe para quem nem o que estaria pagando...


Vale lembrar que menos de um mês depois de constituída a empresa fantasma, ela já começou a receber cheques da Assembléia. Como conseguiram habilitar-se e participar de uma licitação em tão pouco tempo, o Baixinho não esclareceu. Vai esclarecer?
O que eu e a sociedade queremos ver é quais serão as desculpas que ele dará para uma centena de processos, assim que cada sentença for sendo prolatada.
E será que ele sabe o significado de teratológico?

Escrito por Ademar Adams às 11h07
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Que Supremo é esse?

Tenho pra mim que a decisão do supremo tribunal federal de acabar com exigência do diploma de jornalismo para exercer a profissão era uma atitude previsível.
O diamantinense Gilmar Mendes, em baixa na sua pretensão de ser o “condottiere” de um Estado judicializado, presumindo que o seu saber jurídico o coloca acima de todas as autoridades e até do povo deste país, apressou-se a atender os interesses da grande mídia. Assim, fez um voto apressado e nele foi seguido pela corja submissa.


Os demais ministros que seguiram seu voto, não podem tê-lo feito por convicção. Isso porque, é inadmissível que uma nação com quase 200 milhões de habitantes, sendo a quinta em território e, me parece, a 10ª economia do mundo, possa ter numa Suprema Corte oito pessoas tão tacanhas, com uma visão distorcida da realidade e disposta a ceder aos interesses dos barões da imprensa.


Fora disso, a única justificativa plausível, é que os ministros do supremo medem a sociedade com a mesma trena que foram medidos para serem alçados aos postos que ocupam: Não fizeram concurso público e não há na Constituição, se quer obrigação de diploma algum. Basta o apadrinhamento, o compadrio, o interesse escuso! O subjetivo “notório saber”, é lorota.


Numa hora destas é que eu pergunto, que raio de critérios usou Lula da Silva para escolher os ministros Peluso, Carlos Brito, Eros Grau, Lewandowski e Carmem Lúcia? O homem que prometia mudar o Brasil deixou o supremo com a mesma cara da elite dominante deste país. O resultado é este tipo de decisão.


Fixas sujas
Vale relembrar que foi praticamente esta mesma trupe (menos Carlos Brito) que defendeu a candidatura dos políticos “ficha suja” concedendo, por exemplo, a Paulo Maluf e José Riva a chamada “presunção de inocência”. Dá licença! Políticos como estes dois não merecem nem suspeição se inocência...
Na época eu afirmei que a lista de fixas sujas do supremo tinha nove membros, porque entendo que quem protege corruptos notórios, a eles se imiscui. O que esperar da justiça de um país que tem uma alta corte tolerante com tais baixezas?


Um ministro como Gilmar Dantas (ops, Mendes) teria ficha limpa para o cargo, ante as denúncias de Carta Capital sobre os negócios suspeitos de sua instituição de ensino? E as denúncias de que parece usar o cargo para impor seus parentes em posições (vide: Defensoria Púbica de MT e TRE/MT) e forçar a barra no seu cafundó de origem para impor como alcaide um apadrinhado de sua família, não suja a sua ficha?
Denuncio ainda a resolução administrativa nº 52, do Conselho Nacional de Justiça, editada por Gilmar, onde pela via administrativa declara uma lei inconstitucional, para justificar a imoralidade de dar nome de pessoa vivas a edifícios públicos. Cadê o Ministério Público que não age contra isso?


A questão técnica


Confesso que não tive estômago pra ler todos os argumentos usados para derrubar o diploma de jornalista, mas quase todos escoraram o seu voto na  alegação que a obrigação do diploma feria a liberdade de expressão. Nada mais falacioso, nada mais tergiversante.
Liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões, idéias e pensamentos, independente de veículos de comunicação. Onde isso se cruza como a questão regulamentar de uma profissão?


Todo o cidadão que queira manifestar uma opinião, pode escrever para um jornal, uma revistas, etc. Mas para ter emprego nestes mesmos veículos, necessita sim de uma formação e a formação lógica é o curso de comunicação social.


Misturar liberdade de expressão com liberdade de imprensa é outra heresia. Liberdade de imprensa a faculdade que tem os jornalistas e os veículos de levantar informações e publicá-las, visando o direito à informação que têm as pessoas de qualquer comunidade.


Liberdade de imprensa é poder criar um jornal ou uma revista sem licença da autoridade. Quando a questão é rádio ou televisão, já não existe tal liberdade, pois, as leis criaram reserva de mercado para os políticos. Basta comparar a facilidade de um deputado ter uma rádio, com a dificuldade de uma associação de moradores legalizar uma rádio comunitária.


Os ditos grandes da mídia adoram falar de liberdade de expressão e de imprensa. Mas veja só: Escreva um artigo falando dos processos contra o deputado Riva e mande para os nossos jornais. Nenhum vai publicar. A Folha de São Paulo (“um jornal a serviço do Brasil”...) proibia inclusive os seus articulista “independentes” de tocar no caso do filho de FHC com uma jornalista da Globo. Liberdade de expressão no Brasil é uma falácia. Não existe!
Alguém argumentou que a exigência de diploma seria para profissões científicas. Então a Ciência da Comunicação não existe? Quanta ignorância!
Eu sou formado em direito e sei peticionar regulamente, mas não posso advogar. A lei que me proíbe seria inconstitucional por vetar meu direito ao trabalho? E o meu direito de ir sozinho ao judiciário defender outro direito sem necessidade de advogado, não está conforme a Constituição na questão do direito de acesso ao judiciário?


Como se vê, argumentos existem para tudo. Mas os únicos que valem mesmo são os argumentos de quem, por apadrinhamento, foi guindando ao alto posto de ministro supremo, que tudo pode e nada o impede de julgar torto, mesmo onde um lídimo direito está presente. Falo dos ministros, com quilométricos currículos, doutores, sábios, poliglotas, mas, tacanhos quando o assunto foge do latinório e do tecnicismo jurídico e adentra ao campo da Sociologia e da Ciência da Comunicação.


Profissão fragilizada
Antes desta decisão, o supremo já havia acabado com a lei de imprensa. Parece que o problema da comunicação social é a regulamentação. Ao contrário! O jornalismo é a única das grandes profissões que não tem o conselho. Medicina, Odontologia, Advocacia, Psicologia, Contabilidade, Fisioterapia, Engenharia, etc. todos são administrados pelo profissionais. Porque não o Jornalismo?


Em Mato Grosso a classe patronal se quer criou o seu sindicato, pois, preferem agir sozinhos para dificultar as negociações com os trabalhadores.
O piso salarial dos jornalistas em Mato Grosso está praticamente congelado há 10 anos. Mesmo assim, muitos veículos e órgãos públicos, pagam menos que o piso. Quanto pagarão agora?


Com os colegas com que conversei após a fatídica decisão senti um grande desalento. Muito triste a acadêmica Camila Cecílio me disse que pensa em mudar de curso. Senti o desencanto dela, mas não tive argumentos para animá-la, pois, prevejo tempos duros para essa profissão.
Imaginemos quantos bons profissionais vão perder o emprego em assessorias de políticos, pois, certamente eles vão provisionar seus bajuladores, seus paus mandados, de quem ainda poderão exigir parte do salário.


Este é o Brasil: No senado atos secretos, no executivo o presidente intrometendo-se na eleição do Irã e no judiciário um supremo tribunal desmoralizado perante a opinião pública, fazendo o jogo dos poderosos. Qual a saída?

Escrito por Ademar Adams às 11h03
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27/08/2009


O ESCANDALOSO CASO DO ARQUIVAMENTO DOS PROCESSOS

 

 
*Por Antonio Cavalcante Filho e Vilson Nery

Por aqui é só o que se comenta. Nenhum outro assunto tem suscitado tantas e tão acaloradas discussões quanto este. Fala-se à exaustão sobre as manobras para arquivar de uma só vez todos os processos de investigações sobre as condutas do renomado político.

Ora, a verdade - se é que existe outra, diferente desta que se tornou pública -, pode vir à tona, inclusive lançando luzes sobre a defesa do ‘nobre’ parlamentar, se as investigações prosseguirem. Por óbvio, seria interesse dele mesmo que a verdade real seja conhecida. Então não se justificam as enormes chicanas feitas reiteradamente, tendo como pressuposto único impedir as investigações, lançando mão do arquivamento precoce dos processos.


É preciso reconhecer que os fornecedores de opinião (disse fornecedores e não formadores) irritam-se com a possibilidade de que o investigado seja exposto em público, tenha sua vida íntima devassada. A estes nada mais interessa que não seja o sagrado recebimento dos R$ 30 mil mensais que o político em questão lhes paga (dizem que alguns ‘formadores de opinião’ recebem quantias mais generosas). Dane-se a opinião pública. O que vale é a opinião publicada e a liberdade de empresa (disse de empresa, não de imprensa). Se o político cair, dizem os vendedores de opinião, seca a fonte! Por isso suas maracutaias são solenemente ignoradas.


Bem, o problema do arquivamento dos processos já tinha chegado ao Superior Tribunal de Justiça, e um Ministro daquela Corte decidira pela impossibilidade de prosperar esta manobra jurídica. Decidiu o STJ contra o arquivamento coletivo dos processos.


Mas isso não desanimou os aliados do investigado, que continuaram se esforçando para arquivar (bem arquivadinho) todas as investigações. A derradeira tentativa foi convencer alguns juízes de que seria possível juntar todos os processos (são mais de cem) num só. E aí arquivar todos numa pancada só! O povão nem ia saber, a ‘opinião publicada’ (os vendedores de opinião) já tinha se encarregado de preparar as justificativas. Tem até uma campanha da Assembléia Legislativa na TV, dizendo que o dirigente investigado “é o cara”, porque dirige a Escola do Legislativo (grande coisa, com 200 milhões de reais na mão - e sem ninguém vigiando - até um analfabeto vira Doutor em Administração Pública).


Eles bem que tentaram, reuniram o “melhor” que existe na Assembléia Legislativa de Mato Grosso e a fina flor do Judiciário, com um único objetivo: arquivar todos os processos do deputado José Riva.


No fim, vazada a estratégia, abortou-se o arquivamento dos processos, talvez por receio da reação da opinião popular. Tudo exatamente igual ao que faz o Senador Sarney. Primeiro forma-se ampla maioria nas funções públicas chave (Legislativo, Executivo e Judiciário), o que ninguém faz tão bem quanto Riva e Sarney. Depois, vamos aos negócios, digo, ao trabalho.


Fizeram de tudo para o arquivamento coletivo de seus processos. Não deu. Mas achamos bom que ele se candidate ao Senado. Quem sabe lá as manobras desse porte sejam noticiadas pelos meios de comunicação, e nós aqui em Mato Grosso saibamos dos acontecimentos com detalhes. Quem sabe a sociedade até se revolte ao descobrir o tanto de dinheiro público que se gastou para tentar arquivar os processos!


*Antonio Cavalcante – Ceará e Vilson Nery são militantes do MCCE – Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
 

Escrito por Ademar Adams às 21h38
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13/08/2009


Ralf está cassado e bem cassado

                                                                       

Tenho ouvido muitas opiniões sobre a cassação do ex-vereador Ralf Leite, mas em geral lançadas por interesses de um lado e de outro.

 

Se até agora nada escrevi sobre o caso, porque me enojava falar desta figura pequena e abjeta, criada por esse modelo eleitoral e por esse modelo de sociedade e de família tão deturpados. Manifesto-me agora porque o jogo mudou de lugar.

 

A mobilização popular e a decisão histórica foram um marco indelével na vida deste legislativo. Goste-se ou não, o atual presidente teve participação decisiva.

 

Mas agora estão dizendo que Ralf vai voltar ao mandato com uma liminar da justiça. Confesso que não temo por isso, pelos seguintes motivos:

 

- Embora alegue cerceamento de defesa, não é verdade. Ele teve todas as oportunidades de se defender, pois, até o judiciário reconheceu isso.

- Se em sua defesa tivesse dito que o ato de fazer sexo com um travesti menor era tolerado pelo Conselho Tutelar, pelo Ministério Público e pela Delegacia do Menor que permitiram que um menor se prostituísse na rua, seria razoável. Mas ele preferiu o caminho errado de dizer que foi montagem e acusou a polícia. Errou feio e persistiu no erro.

- O julgamento foi pelo voto aberto e pela livre manifestação dos seus pares, em 19 membros, 16 julgaram que ele quebrou o decoro. Basta essa demonstração cristalina da vontade dos vereadores para legitimar a decisão.

- E se o decoro é uma questão subjetiva, com a manifestação do entendimento, também subjetivo de cada vereador, ficou sedimentado que o decoro foi quebrado. Ponto. Foi esse o sentimento majoritário do sodalício Não cabe ao judiciário querer interpretar a vontade subjetiva, uma prerrogativa política da casa.

- Que não se alegue a pressão popular. O povo fez o que tem obrigação de fazer, pois, tanto a eleição do vereador vem do voto popular, quanto o poder de que estão investidos os pares que julgaram o acusado.

 A cassação, portanto, é um fato consumado.

 

No entanto, como temos visto tanta coisa nesse nosso judiciário, nunca se sabe. Mas uma coisa é certa: o magistrado que se atrever a achar pêlo em ovo e buscar razões, com exegese no arco da velha ou na casa do chapéu, vai se haver com o povo.

 

Não será aceitável que a vontade popular seja subvertida por truques jurídicos, mesmo nesse mundo afeito a todas as possibilidades.

 

A sociedade deve ficar vigilante e mobilizada. Se a lavagem simbólica da Câmara foi importante, se as galerias lotadas também ajudaram, é preciso se manter atento.

 

Assim que um eventual processo for distribuído na justiça, devemos convocar o povo. Talvez seja necessária a lavagem de algum gabinete ou de algum Tribunal...

 

Por fim:

Ver o garoto invocar a bíblia no ato da cassação, foi hilário. Deve ser tolo demais para pensar que enganaria alguém com tais apelações. Pelo que vê e ouve dele, jamais tocou numa bíblia. Nem por religião, nem por curiosidade histórica.

 

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Ademar Adams é jornalista e dirigente da Ong MORAL

Escrito por Ademar Adams às 00h31
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11/08/2009


Sarney e Jacó – Os novos amigos do Lula

 

 A decadência moral do governo Lula é desestimulante. Além de se tornar santo protetor da velha raposa do Maranhão, Lula atende Riva e coloca um advogado insignificante no TRE/MT. É o fim da picada...

 

Pra começar que a última eleição no Senado, Lula pecou pela omissão e permitiu que um fiel aliado fosse derrotado pelo bigodudo Sarney que se agarra ao poder como carrapato em cu de burro magro. E sustentado por dois bichados Collor e Renan Calheiros.

 

Todo mundo sabe que a miséria do povo do Maranhão, que tem um dos piores índices de desenvolvimento humano do país, é devido ao saque perpetrado pela família Sarney.  E lá a corrupção é tão grande que cassaram um governador sob acusação de abuso do poder, e deram o cargo à derrotada, a filha do Sarney. E foi o outro que abusou do poder....

 

Já aqui no nosso Estado, Eduardo Jacob, um advogado sem o mínimo destaque como profissional, só conhecido por advogar para o deputado Riva, foi indicado pelo Tribunal de Justiça, aquela casa que hoje fede, e Lula o nomeou como juiz do Tribunal Eleitoral. Qual o mérito dele? Onde o notório saber? Nunca garatujou uma tese. Nada de nada.

 

Aliás, vale lembrar que Jacob deu cobertura jurídica para policiais e bate-paus a serviço da Assembléia Legislativa, que agrediram o ativista Gilmar Brunetto. No processo que ele responde no Tribunal de Ética da OAB, Jacob garantiu que não teria dito que havia ordem judicial para deter o Gauchinho. Textualmente disse: “Eu afirmei que ACHAVA que havia o mandado.” Ele achava...

 

O processo está na OAB há mais de dois anos sem julgamento. Se tivessem o julgado e suspenso, não estaríamos passando essa vergonha.

 

O bom nisso tudo é que ele jamais vai poder atuar em processo que envolva o seu patrão José Riva.

 

E pra terminar eu quero perguntar a quantas anda o prestígio do Abicallil, da Serys e do Xandinho Caititu com o Sapo Barbudo? Só se estiverem gastando algum prestígio para atender inconfessáveis interesses pessoais....

Escrito por Ademar Adams às 22h48
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04/08/2009


Misto na série D – É Demais!

Pra começar digo que sou dombosquino desde que cheguei a Cuiabá em 1978, por isso quero mais é que o Mixto caia para a última divisão.

Mas como gosto demais de futebol, não posso deixar de comentar a baixaria que fizeram com o mais popular time de Mato Grosso, levando-o para a 4ª divisão do futebol brasileiro.

A culpa deles é misturar futebol com política. É que sempre os piores políticos, os mais porcarias é que vão encostar-se no futebol.

Já imaginaram deixar o PT de Porto Alegre dirigindo o Grêmio? Iriam fazer aliança com os colorados no outro dia, assim como Lula faz aliança com Maluf e Sarney.

Aí o Mixto, além de ter como presidente um vereador de meia pataca, teve na vice-presidência um político com 100 processos nas costas, o tal de Zé Riva. Este, eu vi tentar jogar futebol uma vez em Juara. Era pior que o Coalhada...

Depois, na onda da Copa, juntaram-se o Blairo (que nunca conseguiu um título para o União), o outro pé frio, Mauro Mendes, o Eder (que pensa sermos todos bobos, pois, rasga dinheiro público pra se promover e não quer que gente ria dele...) e o rei dos processos e  das calcinhas, o Zé Riva.

Então, essa choldra da política se reúne e promete levar o Mixto para a primeira divisão. Ó o papo desse povo...

Então o “Tigrão da Vargas”, (há quantos anos entregaram por incompetência a gloriosa sede do clube “na Vargas”...) com toda essa patacoada, caiu para 4ª do Brasil e a 2ª de Mato Grosso.

O pior, uma cusparada na cara de quem gosta de futebol sério, um coice na fuça do torcedor, é dizer que o Mixto cai para a 2ª divisão estadual e disputa a segundona no mesmo ano, podendo em 2010 estar de volta a primeira. E ninguém falou nada....

O que o povo deveria fazer, é mandar também para a última divisão da política esses gigolôs do futebol. Mas, chega a eleição e o dinheiro público desviado é usado para comprar a consciência dos eleitores e lá ficam eles carregados de votos e se achando o máximo.

Quero ver um dia o Baixinho fora da Mesa da Assembléia (deve acontecer um dia, a final ninguém consegue enganar a todos o tempo todo). Em qual garimpo vai haver tanto ouro, em que céu haverá tanta estrela?  E considerando que na 3ª divisão do legislativo, a Chica e Lutero estão perto do xilindró, alguém vai ter de começar a pôr a calva de molho...

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Ademar Adams

Escrito por Ademar Adams às 00h23
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26/07/2009


O consentimento na ignorância (1)

A República brasileira se alicerça nos princípios constitucionais escritos em 1988 por representantes do povo, que elencaram um sem número de fundamentos e objetivos para fazer do Brasil um país justo, livre e solidário.

Passados mais de 20 anos, vê-se a cada dia um país mais injusto, egoísta e com a liberdade cada vez mais seletiva.

Tenho pra mim que talvez o cerne do nosso problema esteja na representação, pois, é notório que o nosso sistema eleitoral permite que sejam eleitos em geral os piores candidatos, principalmente nos cargos legislativos.

As eleições ocorrem em meio a conchavos, traições, compra e venda de pessoas, tudo sem a mínima ética e um mínimo de dignidade.

Então cabe fazer algumas perguntas que deveriam ser feitas aos eleitores:

1 - Você votaria em Lula sabendo que ele seria aliado de Paulo Maluf, Sarney e José Riva?

2 – Você votaria na senadora Serys se soubesse que um dia ela iria apoiar Eduardo Jacob para o TRE/MT?

3 – Você votaria em Maggi se ele revelasse que iria ter esse secretariado infame que escolheu?

4 – Você votaria em algum dos caititus da Assembléia Legislativa se soubesse que eles iriam aprovar Campos Neto para Tribunal de Contas?

5 – Quantos deixariam de votar em Wilson Santos se soubessem que ele iria se aliar a Jaime Campos?

Além dos casos pontuais, o processo eleitoral não permite esclarecer os eleitores sobre coisas importantes na vida da nação.

A composição do Supremo Tribunal Federal e dos demais tribunais deveria ser amplamente discutida, para o povo poder dizer se concorda com esse sistema safado que está aí.

Se o povo fosse consultado sobre os valores destinados nos orçamentos, iria concordar com a grana preta que recebe a Assembléia? Certamente que iria destinar mais da metade para a saúde e para a educação.

Alguém duvida disso?

Escrito por Ademar Adams às 18h50
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14/07/2009


Acabemos com esse Tribunal de Contas!

Indignado com a denúncia da Folha de São Paulo, de que o Tribunal de Justiça pagou mais de dois milhões, supostamente ilegais, só para uma família, meu limite de indignação estourou.

Vejam por que:

Na Câmara de Cuiabá Lutero teria desviado sete milhões e Chica Nunes seis milhões.

Segundo o Ministério Púbico, uma instituição séria, Riva e Bosaipo em três ou quatro anos desviaram 120 milhões.

Agora, o Tribunal de Justiça é acusado de desviar mais alguns milhões.

Se em três instituições os desvios são visíveis a olho nu e o TCE/MT não descobriu nada, pra que serve essa joça?

Imaginem quanto desvio deve ter acontecido na prefeitura de Cuiabá com Roberto França, com Wilson Santos e tantos outros?

E nos governos de Julio, Bezerra, Jaime, Dante e esse aí do Blairo (que sendo aliado do Riva e do Gilmar Fabris, tudo se pode esperar)?

Pelo que se vê nos julgamentos do Tribunal de Contas, só tem ladrão do erário em prefeituras e câmaras do interior. Estruturas sem cacife, sem poder de barganha e de corrupção.

Imaginem a prefeitura e a Câmara de Várzea Grande, com tantos impolutos que lá passaram?

E Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra e Cáceres, etc., etc. etc.

Acabemos com o Tribunal de Contas. Os servidores do quadro, na maioria excelentes, sejam repassados ao Ministério Púbico. Já os conselheiros, sejam aposentados pela tabela limite do INSS.

Quantas escolas, quantos presídios, quantas toneladas de esgoto tratadas, quantos ruas asfaltadas, quantos leitos hospitalares poderemos construir com a grana gasta inutilmente todos os anos com esse TCE?

E aquele prédio que mais parece um palácio europeu? Vamos instalar lá um hospital de ponta. E com tanto dinheiro que vai sobrar, vai ser possível contratar médicos e enfermeiros e todos os demais e manter um atendimento de primeira classe.

Porque não?

Escrito por Ademar Adams às 22h29
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08/07/2009


Alguns pitacos necessários (08.07.2009)

 

Sala de imprensa

Está nos jornais de hoje a inauguração da sala de imprensa com o nome do vivíssimo Dirceu Carlino.

Chamo atenção do promotor Célio Fúrio para mais esta ilegalidade patrocinada por José Riva na Assembléia, que ele propaga ser "casa cidadã" e eu redefino como "casa cidadã estuprada".

Aliás, vejamos o que diz o Baixinho: "Dirceu Carlino, para mim, é a grande representação de que é possível fazer jornalismo com ética e competência".

Será que Carlino, mesmo recebendo uma aposentadoria de marajá (cerca de 20 mil por mês), tem o mesmo conceito de ética que Zé Riva?

 

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Ninho suspeito

 

A absolvição de Chica Nunes pelos tucanos vem comprovar que tem muita gente de rabo preso no PSDB. Parece que os tucanos não têm só o bico grande ...

 

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Fazer Justiça

 

Outro dia escrevi que o processo criminal contra a Chica Nunes dormia nas gavetas do desembargador Bitar no Tribunal. Por questão de justiça devo dizer que a minha informação não foi muito exata.

Ocorre que o processo tem mais de uma dezena de réus e que para citar todos, seguindo os trâmites legais, é uma novela.

Logo, não é culpa do desembargador Bitar e sim do nosso arcaico sistema legal, sempre propenso a facilitar a vida dos criminosos.

 

 

 

Escrito por Ademar Adams às 15h00
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EMIR SADER FALA DE FHC NA CARTA MAIOR

07/07/2009

Os reconhecimentos a FHC

Que cada um expresse aqui o reconhecimento que FHC pede.

Felizmente para a oposição, FHC não se contêm, não consegue recolher-se ao fim de carreira intelectual e política melancólicos que ele merece. E cada vez que fala, o apoio ao governo e a Lula aumentam.

Agora reaparece para reclamar que não se lhe dá os reconhecimentos que ele julga merecer. Carente de apoio popular, ele vai receber aqui os reconhecimentos que conquistou.

Em primeiro lugar, o reconhecimento das elites dominantes brasileiras por ter usado sua imagem para implementar o neoliberalismo no Brasil. Por ter afirmado que ia “virar a página do getulismo”. Por ter, do alto da sua suposta sapiência, dito a milhões de brasileiros que eles são “inimpregáveis”, que ele assim não governava para eles, que não tinham lugar no país que o tinha elegido e para quem ele governava.

O reconhecimento por ter dito que “A globalização é o novo Renascimento da humanidade”, embasbacado, deslumbrado com o neoliberalismo.

O reconhecimento por ter quebrado o país por três vezes, elevado a taxa de juros a 48%, assinado cartas de intenção com o FMI, que consolidaram a subordinação do Brasil ao capital financeiro internacional.

O reconhecimento dos EUA por ter feito o Brasil ser completado subordinado às políticas de Washington, por ter preparado o caminho para a Alca, para o grande Tratado de Livre Comércio, que queria reduzir o continente a um imenso shopping Center.

O reconhecimento a FHC por ter promovido a mais prolongada recessão que o Brasil enfrentou.

O reconhecimento a FHC por ter desmontado o Estado brasileiro, tanto quanto ele pôde. Privatizou tudo o que pôde. Entregou para os grandes capitais privados a Vale do Rio Doce e outros grandes patrimônios do povo brasileiro. Por isso ele é adorado pelas elites antinacionais, por isso montaram uma fundação para ele exercer seu narcisismo, nos jardins de São Paulo, chiquérrimo, com o dinheiro que puderam ganhar das negociatas propiciadas pelo governo FHC.

FHC será sempre reconhecido pelo povo brasileiro, que tem nele a melhor expressão do anti-Brasil, de tudo o que o povo detesta, ele serve para que se tome consciência clara do que o povo não quer, do que o Brasil não deve ser.

Postado por Ademar em 08.07.09

Escrito por Ademar Adams às 11h48
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06/07/2009


O proctologista e o corrupto

Fui convidado para um show-baile no Cenarium Rural, onde iríamos dançar rasqueado cuiabano ao som do trio Pescuma, Henrique e Claudinho. Mas qual! Chegando ao local notei que a festa era uma armadilha.

Começou com um chapeludo do tipo breganejo, metido a animador de ambiente, estilo show da Xuxa, urrando no microfone, coisa de rebentar os tímpanos da gente.

Decidimos ir embora, procurar uma diversão mais ao nosso gosto. Já estávamos na porta quando ouvi o chapeludo anunciar “uma grande figura”. Pasmem! Era o deputado mais processado do Brasil, o baixinho José Riva. Já saindo, ainda gritei: “Fora corrupto!” E fui embora.

O que ele estava fazendo lá? Quem deve responder isso é o Sr. Onofre Cesário de Souza, presidente OCB/MT, pois, o evento era patrocinado pela Organização das Cooperativas Brasileiras.

Acabei me lembrando que no ano passado o Sr. Onofre promoveu uma alteração casuística no Estatuto da entidade, para permitir uma re-eleição dele. Só agora constato que deve ter sido o Baixinho quem orientou-o no caminho de também perpetuar-se no poder.

Ano passado aceitei a retirada da nossa cooperativa do sistema Sicoob, por não concordar com proximidade da cúpula com aquele escândalo do Sicoob Pantanal/Cooperativa da Maçonaria/TJ et Riva. Será que devo defender o afastamento também da OCB/MT? É que não vejo como compatibilizar cooperativismo com corrupção.

O lado bom do caso é que acabamos lá no “Chorinho”, onde dançamos samba e bolero do jeito saudável de antigamente...

Homenagem perene

Nem sei por que a Assembléia Legislativa promove uma homenagem ao radialista Dirceu Carlino. É que faz anos que ele é homenageado todos os meses pelo legislativo com uma aposentadoria de cerca de 20 mil reais, sendo hoje o seu maior marajá.

Escrito por Ademar Adams às 22h39
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