Blog do Ademar Adams


13/08/2009


Ralf está cassado e bem cassado

                                                                       

Tenho ouvido muitas opiniões sobre a cassação do ex-vereador Ralf Leite, mas em geral lançadas por interesses de um lado e de outro.

 

Se até agora nada escrevi sobre o caso, porque me enojava falar desta figura pequena e abjeta, criada por esse modelo eleitoral e por esse modelo de sociedade e de família tão deturpados. Manifesto-me agora porque o jogo mudou de lugar.

 

A mobilização popular e a decisão histórica foram um marco indelével na vida deste legislativo. Goste-se ou não, o atual presidente teve participação decisiva.

 

Mas agora estão dizendo que Ralf vai voltar ao mandato com uma liminar da justiça. Confesso que não temo por isso, pelos seguintes motivos:

 

- Embora alegue cerceamento de defesa, não é verdade. Ele teve todas as oportunidades de se defender, pois, até o judiciário reconheceu isso.

- Se em sua defesa tivesse dito que o ato de fazer sexo com um travesti menor era tolerado pelo Conselho Tutelar, pelo Ministério Público e pela Delegacia do Menor que permitiram que um menor se prostituísse na rua, seria razoável. Mas ele preferiu o caminho errado de dizer que foi montagem e acusou a polícia. Errou feio e persistiu no erro.

- O julgamento foi pelo voto aberto e pela livre manifestação dos seus pares, em 19 membros, 16 julgaram que ele quebrou o decoro. Basta essa demonstração cristalina da vontade dos vereadores para legitimar a decisão.

- E se o decoro é uma questão subjetiva, com a manifestação do entendimento, também subjetivo de cada vereador, ficou sedimentado que o decoro foi quebrado. Ponto. Foi esse o sentimento majoritário do sodalício Não cabe ao judiciário querer interpretar a vontade subjetiva, uma prerrogativa política da casa.

- Que não se alegue a pressão popular. O povo fez o que tem obrigação de fazer, pois, tanto a eleição do vereador vem do voto popular, quanto o poder de que estão investidos os pares que julgaram o acusado.

 A cassação, portanto, é um fato consumado.

 

No entanto, como temos visto tanta coisa nesse nosso judiciário, nunca se sabe. Mas uma coisa é certa: o magistrado que se atrever a achar pêlo em ovo e buscar razões, com exegese no arco da velha ou na casa do chapéu, vai se haver com o povo.

 

Não será aceitável que a vontade popular seja subvertida por truques jurídicos, mesmo nesse mundo afeito a todas as possibilidades.

 

A sociedade deve ficar vigilante e mobilizada. Se a lavagem simbólica da Câmara foi importante, se as galerias lotadas também ajudaram, é preciso se manter atento.

 

Assim que um eventual processo for distribuído na justiça, devemos convocar o povo. Talvez seja necessária a lavagem de algum gabinete ou de algum Tribunal...

 

Por fim:

Ver o garoto invocar a bíblia no ato da cassação, foi hilário. Deve ser tolo demais para pensar que enganaria alguém com tais apelações. Pelo que vê e ouve dele, jamais tocou numa bíblia. Nem por religião, nem por curiosidade histórica.

 

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Ademar Adams é jornalista e dirigente da Ong MORAL

Escrito por Ademar Adams às 00h31
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11/08/2009


Sarney e Jacó – Os novos amigos do Lula

 

 A decadência moral do governo Lula é desestimulante. Além de se tornar santo protetor da velha raposa do Maranhão, Lula atende Riva e coloca um advogado insignificante no TRE/MT. É o fim da picada...

 

Pra começar que a última eleição no Senado, Lula pecou pela omissão e permitiu que um fiel aliado fosse derrotado pelo bigodudo Sarney que se agarra ao poder como carrapato em cu de burro magro. E sustentado por dois bichados Collor e Renan Calheiros.

 

Todo mundo sabe que a miséria do povo do Maranhão, que tem um dos piores índices de desenvolvimento humano do país, é devido ao saque perpetrado pela família Sarney.  E lá a corrupção é tão grande que cassaram um governador sob acusação de abuso do poder, e deram o cargo à derrotada, a filha do Sarney. E foi o outro que abusou do poder....

 

Já aqui no nosso Estado, Eduardo Jacob, um advogado sem o mínimo destaque como profissional, só conhecido por advogar para o deputado Riva, foi indicado pelo Tribunal de Justiça, aquela casa que hoje fede, e Lula o nomeou como juiz do Tribunal Eleitoral. Qual o mérito dele? Onde o notório saber? Nunca garatujou uma tese. Nada de nada.

 

Aliás, vale lembrar que Jacob deu cobertura jurídica para policiais e bate-paus a serviço da Assembléia Legislativa, que agrediram o ativista Gilmar Brunetto. No processo que ele responde no Tribunal de Ética da OAB, Jacob garantiu que não teria dito que havia ordem judicial para deter o Gauchinho. Textualmente disse: “Eu afirmei que ACHAVA que havia o mandado.” Ele achava...

 

O processo está na OAB há mais de dois anos sem julgamento. Se tivessem o julgado e suspenso, não estaríamos passando essa vergonha.

 

O bom nisso tudo é que ele jamais vai poder atuar em processo que envolva o seu patrão José Riva.

 

E pra terminar eu quero perguntar a quantas anda o prestígio do Abicallil, da Serys e do Xandinho Caititu com o Sapo Barbudo? Só se estiverem gastando algum prestígio para atender inconfessáveis interesses pessoais....

Escrito por Ademar Adams às 22h48
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